Preciso de Ajuda Ajuda Ajuda

Preciso de ajuda

Você não está sozinha. Se você está vivendo uma situação de violência, ou conhece alguém que esteja, há serviços gratuitos, sigilosos e preparados para ajudar. Esta página reúne os principais canais oficiais e explica, de forma simples, o que fazer.

 

Em perigo agora ? – Ligue 190

 

Se a violência está acontecendo neste momento ou existe risco imediato, ligue 190 (Polícia Militar). A ligação é gratuita.

Canais de atendimento

Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher

• Telefone: 180 (gratuito, de qualquer lugar do Brasil)
• WhatsApp: (61) 9610-0180
• E-mail: central180@mulheres.gov.br
• Libras: atendimento por videochamada em gov.br/mulheres/ligue180/libras
• Funciona: 24 horas, todos os dias, inclusive fins de semana e feriados.
• O que faz: orienta sobre seus direitos, informa onde fica o serviço mais próximo, registra e encaminha denúncias. A denúncia pode ser anônima ou feita por outra pessoa (vizinho, amiga, familiar).
Disque 100 – Direitos Humanos

 

Para violações de direitos humanos, como violência contra crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e discriminação. – Telefone: 100 (gratuito, 24h) – WhatsApp: (61) 99611-0100 – Telegram: busque “DireitosHumanosBrasil” – Libras:atendelibras.mdh.gov.br/acesso – E-mail: ouvidoria@mdh.gov.br

Sinal Vermelho: o pedido silencioso de socorro

Se você não consegue falar ou pedir ajuda em voz alta, desenhe um X na palma da mão(de preferência em vermelho, com batom, caneta ou o que tiver) ou em um papel e mostre ao atendente de uma farmácia, órgão público ou outro local participante. O atendente está orientado a acionar discretamente a polícia (190). Se você não puder esperar, basta deixar nome e endereço: a comunicação será feita depois que você sair. O programa está previsto na Lei nº 14.188/2021.

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam)

É a delegacia preparada para registrar casos de violência doméstica, crimes sexuais e feminicídio. Pela Lei nº 14.541/2023, as Deams devem funcionar 24 horas, inclusive em fins de semana e feriados, com atendimento em sala reservada e, de preferência, por policiais mulheres. Onde não houver Deam, qualquer delegacia deve atender você, com prioridade para agente feminina. Atenção: na prática, muitas Deams ainda não funcionam 24h. Antes de ir, confirme o horário pelo Ligue 180.

Casa da Mulher Brasileira

 

Reúne, no mesmo lugar, acolhimento, apoio psicológico e social, delegacia, Defensoria, Ministério Público, Juizado, brinquedoteca para crianças de 0 a 12 anos e alojamento de passagem (até 24h) para quem corre risco de morte. Os serviços e horários variam por unidade. Para saber se há uma Casa na sua cidade, ligue 180 ou consulte o Painel da Rede de Atendimento à Mulher no site do Ministério das Mulheres.

Defensoria Pública

Se você não pode pagar advogada ou advogado, a Defensoria Pública do seu estado oferece orientação e assistência jurídica gratuita: pode pedir medida protetiva e acompanhar processos de divórcio, guarda e pensão. Procure a Defensoria do seu estado ou o núcleo da Defensoria na Casa da Mulher Brasileira.

Saúde: violência sexual

Procure um serviço de saúde o quanto antes. A contracepção de emergência e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, devem ser feitas em até 72 horas. Você tem direito a esse atendimento mesmo sem registrar ocorrência policial.

Como pedir uma medida protetiva

 

A medida protetiva de urgência é uma ordem da Justiça para proteger você, por exemplo, proibindo o agressor de se aproximar ou de entrar em contato, ou afastando-o de casa.

1. Onde pedir: na delegacia (preferencialmente na Deam), na Defensoria Pública, no Ministério Público ou na Casa da Mulher Brasileira. Em alguns estados também é possível pedir pela delegacia online.
2. O que contar: o que aconteceu, quem é o agressor e se você corre risco. Se tiver, leve provas como mensagens, fotos, áudios e nomes de testemunhas, mas a falta de provas não impede o pedido.
3. O que acontece depois: o pedido vai para a Justiça, que deve decidir com urgência. Em situações de risco, a lei também permite que delegados e policiais apliquem medidas imediatas.
4. Se o agressor descumprir: ligue 190. O descumprimento de medida protetiva é crime.

Também vale fora de casa

Em agosto de 2026, o Supremo Tribunal Federal decidiu (Tema 1.412, ARE 1.537.713, com efeito para todo o país) que as medidas protetivas da Lei Maria da Penha valem para toda violência contra a mulher baseada no gênero, mesmo quando não há relação familiar ou afetiva com o agressor. Ou seja: violência no trabalho, na comunidade, em instituições ou na política também pode gerar medida protetiva. A violência política de gênero é analisada pela Justiça Eleitoral. Mesmo que o pedido seja feito a um juiz que não é o responsável pelo caso, ele deve decidir quando houver risco imediato e depois enviar o processo ao juízo certo.

 Orientações de segurança

 

• Tenha um plano: combine uma palavra-código com alguém de confiança para pedir ajuda.
• Deixe guardados em lugar seguro ou com alguém de confiança: documentos (seus e dos filhos), cópias de chaves, remédios, algum dinheiro e o carregador do celular.
• Proteja seu celular: troque senhas, desative a localização compartilhada e confira se há aplicativos desconhecidos.
• Na internet: use janela anônima e apague o histórico depois de pesquisar sobre o assunto.
• Guarde provas em local seguro: prints, áudios, fotos de lesões, laudos e boletins.
• Em uma briga, evite cômodos com objetos perigosos (como a cozinha) e lugares sem saída.
• Se você conhece alguém em situação de violência: escute sem julgar, não pressione e informe os canais desta página. Você também pode denunciar pelo 180, inclusive de forma anônima.

O Instituto Nós Por Elas não presta atendimento de emergência. Em situação de risco, ligue 190. Informações verificadas em fontes oficiais em outubro de 2026.

O Instituto Nós Por Elas é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada por mulheres de diferentes áreas de atuação que se uniram para promover ações concretas de enfrentamento à violência contra as mulheres e à desigualdade de oportunidades.

Acreditamos que a transformação social é construída coletivamente e, por isso, convidamos pessoas, empresas e instituições a se juntarem a essa causa, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas.

Endereço: Setor Hoteleiro Norte (SHN), Quadra 1, Bloco F, Entrada A, Sala 1610, Edifício Vision Work, Asa Norte.
CEP: 70701-060

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